Muitas palavras foram escritas, desde o início do tempo, por aqueles que ontem foram deuses e hoje são pó, misturado na terra que pisamos. Os monstros sagrados de ontem, são apenas o tédio de hoje.
Eu quero mais e sempre o que é proibido me atiça. de uma forma tão cândida quanto um segredo revelado.
Eu vejo o brilho do cimento, encardido de sujeira, com suas rachaduras-focos-de-terra sendo habitats de musgos, pequenos insetos. Eu vejo um mundo de concreto, cinismo e centrismo.
Eu vejo o egoísmo que nasce com o pôr do sol e que se mimetiza com o pôr do mesmo.
Meu maior medo é o que me alimenta. Irônico é que meu maior medo é simplesmente não ter com o que sonhar. E pra evitar a realização desse medo, sonho cada vez mais, numa medida desenfreada, num caos absoluto de poesias, de idéias, de textos, de fotos, de contatos...
E como tudo que é muito, posso às vezes ser tão superficial.
Como o fundo de um oceano.
Existem duas cartas na minha mochila. Uma eu nunca li, e não tenho a menor vontade de ler.
A outra eu li com tanta paixão, que me ceguei por um ano.
Cegueira por opção dá medo, conforta, traz um mundo pra dentro e faz você esquecer do mundo lá fora, daquilo que importa tanto. Quanto o silêncio da escuridão pode custar?
Qual a dúvida encardida que não se pode limpar?
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