terça-feira, 28 de agosto de 2007

Roubando a pureza

Te olho o corpo que não existe
Vida, tal que me toma, transgressiva
Te renasce a hipótese agressiva
e eu vejo que minha pureza, resiste

Quisestes comigo o quê, vida ingrata?
Respeito tuas anarquias costumeiras
Sei que para ti, viver-me apenas basta
mas eu não estou disposto a brincadeiras...

Eu já vi teus anjos e demônios, talvez deuses
Desmistifiquei teus mitos de abominável compreensão
Te respondi dando o sangue ainda em meu coração
E foram mais de mil vezes...

Eu me encontrei sozinho, mas não te busquei
Vida que tal vida supura
Roubas de mim minha inocência desnuda
e dizes "-Foi para isso que te criei." ?

***Mateus Müller

Nenhum comentário: