Encostei meu rosto de fato no travesseiro
esperando o silêncio que viesse rotineiro
e caí no sonho - o mesmo que o outono-
fez parecer como uma noite sem sono
As caras e bocas pararam na minha frente
e eu sempre sempre sozinho e auto-suficiente
não fui capaz de notar que o que eu mais precisava
era a flor que no seu sorriso brotava
E a noite caiu mais uma vez revelando
meu medo, tua luz e sedução acordando
escutei os versos da viola que eu toquei
em um amor rápido que eu nunca inventei...
E me inundei na alegria da entrega
quando nada mais nos interessa
o arrepio no corpo, o doce na boca
o verso que ainda demora
E foi então que eu aprendi a aprender
contigo então foi que eu fui teu
amigo e essa canção se perdeu
no meu desatino que ficou de novo
perdido no teu sorriso...
Como o fogo que ardêra em Roma
Como nosso desejo que arde na cama, e no prazer
Eu busquei meu nome no batom da tua boca
E quando encontrei, não sabia mais o que fazer
~M.M.
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