segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Reencontro.


Deixa eu te explicar, filha da puta. Você rasga seus sonhos como um jornal qualquer, para seu roedor imundo usar de solo. Pois bem, não haveria nada de errado nisso, se seus sonhos não custassem a minha vida.
Não murmure nada, eu sei que você precisa disso. É o maldito preço pra se sentir vivo? Pois bem, tome de uma só vez.
Ontem eu ainda pensava como você. Sabe como é... Comodidade e gosto. Praticidade em qualquer parte, a qualquer preço. Mesmo que você não entenda bem, você acelera bem.

Fissão? Não, não... O que corre nas tuas veias é um sangue sujo, oriundo da dor. Da dor alheia, filha de seu egoísmo, que como uma árvore, ENFIA as raízes no interior dos corações alheios e usa. Só isso. Como um prato descartável, come e vai embora. Joga fora. E isso é 'cool'.

Deixe eu te explicar o que é reprodução. Deixa eu te explicar o que é monohibridismo. Deixa eu te mostrar o que é uma floresta pegando fogo. Deixa eu virar esse ácido na tua pele, deixa eu colocar esse ácido na tua boca? Arde, alucina?

Filho de uma puta, desmaiou.

Cadê aquela merda de punhal, caralho?

*Nos segundos seguintes, nem o mais malévolo anjo poderia acreditar o que aconteceria.*
*O assassino partiu, com um coração na mão direita e uma bíblia na esquerda, quem sabe buscando ter algo pra usar de travesseiro.

Nenhum comentário: