quinta-feira, 21 de agosto de 2008

A estátua de vidro.

Em que estrela eu te perdi?
De que forma eu poderia te buscar?

Se num sonho reconheci
que não poderia, ao menos, te beijar?

E um abraço seria pecado, pois bem que seja
da última forma, o último gesto...

Que seja então a pedra que apedreja
o batom no beijo mais sincero!

Olhei ao lado, de um mundo ao outro vi
um ruído que parecia querer violentar

O silêncio de uma estátua que nunca ri
pelo prazer de não sentir a vida passar.

Pois tempo, aprendi nesses anos, que tu não existe
é apenas uma mentira que me pinga dos olhos.

Enquanto o relógio ainda persiste
e meu coração caminha, aos tombos!

***Mateus Müller

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