Em que estrela eu te perdi?
De que forma eu poderia te buscar?
Se num sonho reconheci
que não poderia, ao menos, te beijar?
E um abraço seria pecado, pois bem que seja
da última forma, o último gesto...
Que seja então a pedra que apedreja
o batom no beijo mais sincero!
Olhei ao lado, de um mundo ao outro vi
um ruído que parecia querer violentar
O silêncio de uma estátua que nunca ri
pelo prazer de não sentir a vida passar.
Pois tempo, aprendi nesses anos, que tu não existe
é apenas uma mentira que me pinga dos olhos.
Enquanto o relógio ainda persiste
e meu coração caminha, aos tombos!
***Mateus Müller
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