Quero a liberdade de uma gaiola aberta
a urgência de uma carta roubada
Quero ser-te tudo, ser-me nada
realizando os sonhos que despertam na madrugada;
Quero a acidez de um pedido seco, uma gota de beijo,
um pouco de sexo, um punhado de drogas...
Quero a fumaça do cigarro, o sabor da tequila
e tudo que, só a mim, importa.
Urge então o delírio provocante
da sensação que eu renego até meu findar,
que segredo seria tão hábil que a habilidade
seria a fragilidade de não demonstrar?
Pois se algo denuncia o medo é ele próprio
correndo por suas veias como se fosse uma auto estrada.
E tão proibido que se torna lei
e tão real que se torna um conto de fadas.
***Mateus Müller
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