terça-feira, 2 de outubro de 2007

Rua

Eis que fico parado em meu canto
Eis que fico marcado em teu pranto
O silêncio como um demônio franco
a rã que pula, pula...

O meu/teu silêncio agredido
O prazo curto e o dever, pervertido
É como escrever sem sentido
Como escrever na Lua

Tua pele e teu corpo desmascarado
O minuto deflagrado
O corte rente à face, o rosto calculado
No momento exato
Na hora oportuna
De calar e só falar
que minh' boca é tua

Mas a minha coragem turva
Teu olhar de desprezo cai feito luva
As totais deficiências, nada muda
o meu olhar de indiferença perante a tua rua.

***Mateus Müller

Nenhum comentário: