terça-feira, 28 de agosto de 2007

À minha desconhecida preferida

Amor de mudar de corpo, de voz
De atentar a um desconhecido
do beijo desgastado e do sorriso já ferido
mas que nos fez ficar a sós

E a relutância e o descaso
que em breve serão amor e carinho
O desejo de estar junto, perto, abraçado
em braços que já estiveram em outro ninho

Em tais aves que somos, de gaiolas púrpuras
acorrentados pela nossa própria fraqueza
Aconselhados por uma vã certeza
de quem sua própria certeza anula...

Há pouco, eu sequer te conhecia e hoje
não sei viver longe de ti
tô fora compreensão, não quero ficar longe
pois foi teu beijo que eu nunca esqueci...

***Mateus Müller

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