terça-feira, 28 de agosto de 2007

Ao pseudo-berro

Ao berro que a língua esfrego
na suprema maioria de baixo valor
Reencontro teu verso de amor
reencontro e me despeço.

Eu, que vago por uma terra fria
em uníssono com o silêncio
Descobri que não descobria
teu tom e meu lamento.

Escondia de mim mesmo teu segredo
Porventura estaria eu interessado?
Ao meu berro que deflagro
em tão perfeita sintonia de desprezo?

Ao teu dia que eu participo em vão
Teu verso liberto que te prende
supremo retrato da solidão
que te arde os olhos e queima o ventre

***Mateus Müller

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