Sob o fogo solar
que incendeia a minha saudade
eu bejo a minha vida sem parar
corre perante meus olhos e me invade
E a sala de estar desarrumada
é mais uma desculpa para descansar
Como se eu estivesse preocupar
em ainda ter que me preocupar...
E o mar azul, que agora tá escuro
Anuncia um novo temporal
Assim como um dia após o outro
sustenta o discurso formal
A escadaria devorada pelos cupins
a roleta e a montanha-russa
O namoro proibido se tinge
da cor da pele sua
Já que não tem mais o que dizer
o verso de vidro se espatifa contra o chão
voam destroços pela casa toda
assim como se faz a solidão...
**Mt/2007
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