... E deu merda.
Perdão pelo palavrão, companheirada "m.m." que vem aqui raramente. Agradeço a todos que torceram pelo Grêmio, mas o Boca Juniors "bocou" o tricolor dos pampas.
Todavia, não vim falar de futebol, mas esse era o tom que melhor servia para inciar uma crônica, que é algo raro por estas bandas.
Bom, mais do que a frustação de muitos que pagaram centenas de reais para ver seu time ser calado, maior do que a frustração de quem planejou tanto, prometeu que ia passar um mês sem comer alface, sem reclamar do cozido de jiló com espinafre da mãe, mais do que tudo que poderia ter acontecido, acima desse sonho iluminista de vitória, existe a minha frustração.
Frustração e decepção que não passaram por Porto Alegre. A mesma que a Tv Com não transmitiu.
Frustração em ver quem eu mais quero bem afastada de mim e decepção em ver meu pulsos atados, porquê eu os deixei amarrarem... E pelo mesmo amor que me fez me afastar, pelo mesmo amor eu vejo meus olhos transbordarem.
E é simplesmente dor e silêncio, que ecoam nos corredores sanguíneos do meu coração que já não se lembra o quão belo é o direito de viver.
E aqui, tudo sempre termina em poesia.
***
"Poesia Amargurada"
Fim de Noite. Paro na esquina pra acender um cigarro
quando a poesia, esta menina maltrapilha, pára ao meu lado
Ela me pede atenção, algo que não disponho
Ela se reveste de argumentos, (os meus, suponho).
Ela pede um gole da minha Tequila
pergunta, como se não soubesse, como andam minhas utopias...
E eu replico que nada mais me interessa
vivendo sem amor em um mundo que gira sem pressa...
Me acompanha, de quando em vez tomando minha dor como dela
Ela desliga o neon com o qual a vitrine me cega
Humildemente, eu agradeço quase sem voz
E ela reescreve na areia de meus sentimentos, teu nome atroz
E era tudo o que eu não precisava lembrar
Ela, a poesia, a "poe- sua" tua que me faz sangrar
e o meu coração sente o ferrão da saudade
emoldurado em cristais de pura infelicidade...
Olho para a tua escola, e meu olhos percorrem cada canto
na vã esperança de ao menos te ver pensando
Talvez em mim, em outro, na próxima prova
mas não te vejo e a poesia se torna outra
Paro e penso que não te mereço
Tu dizia o contrário, e eu não vejo
além do escuro de teus olhos, que apagarão minhas noites
eu vejo o futuro bronzeado por minhas dores...
O ultraje desmedido
A roupa preferida que não serve mais
Na minha boca, nasce o teu sorriso cínico
na esperança de finalmente conquistar a paz!
A poesia vestida como criança
como menina canibal
Devorada pela atitude insana
Pelo último desfile de carnaval
A vontade já saciada
O poeta que rasgou o verso
A arma ao ser engatilhada
a ingratidão com a qual me despeço
O muro pichado com letras estranhas
A barba mal feita, o uniforme amassado
A bactéria mortal, a paixão que inflama
o início do caos instalado;
A barbárie simulada no computador
O escrivão da vara cível do sr. juiz
a carta roubada, perdida, transcrita em dor
o direito de pagar pra ser feliz
A execução do sorriso meigo
a vida inteira de um peixe de aquário
o zodíaco totalmente controverso, refeito
O nascer do mal desnecessário
a passagem só de ida pra um local estranho
o novo toque do celular ultra-moderno
com todas as perspectivas, me banho
e por nenhuma delas, eu zelo.
é tão somente... Nada...
Nada;
Nada;
Nada.
2 comentários:
E meu sentimento se resume a um silêncio total...
"...Ela pede um gole da minha Tequila
pergunta, como se não soubesse, como andam minhas utopias...
E eu replico que nada mais me interessa
vivendo sem amor em um mundo que gira sem pressa..."
strofe preferida.
Se tu tah mal, uma dica; ame!
ame a tudo e a todos. é fácil.
e válido. (kem sou eu p/ t dizer issu?!...)
Li as outras e tão lindas tb!
jah tah add em favoritos.
=)
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