Nesse frio que me acolhe
encerrado no peito que me traduz
eu vejo o céu azul e sujo
de tanto sangue que ofusca sua luz
Nada de novo no paraíso fiscal
abrindo os olhos pela úntima vez
se eles te dizem "-nada mal"
eles apenas não sabem esconder
Não sabem escolher
vivem sua vida, mas do ponto de vista deles
acabam com sua ilusão perdida
são eles os que não cito nomes, os demônios aqueles...
Acorde, luto contra isso
é o meu suave sorriso contra a maré
uma mentira mal contada por séculos
e séculos sem saber a verdade, que é?
Eu tenho medo e um sorriso frágil
bordado com sangue em meus lábios
Eu tenho uma rosa morta no quintal
Mas isso não importa mais nesse mundo irreal
Eu tenho a palavra certa
mas se eu a disser, corro perigo
por isso, mantenho esse silêncio depressivo
enquanto a morte fica à espreita
E se diz por satisfeita... semente final da colheita infernal
verso que gera o delírio tribal
suave sabedoria que fugiu de mim no cometa
me deixe só sozinho, para apenas o ódio que me atormenta...
...me fazer companhia!
*** Mateus Müller
Um comentário:
perfeita como a maioria de susas poesias^^
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