terça-feira, 24 de abril de 2007

Vendo e ouvindo.

Quero ver além dos meus olhos
Através do quadro na parede

Eu quero as luzes ofuscando meus olhos
num sopro suave sem razão

Eu quero estar despreocupado
Com a chuva, com os vícios

Que o vício que me governa
seja o supremo desejo de amar

E que essa supremacia
seja maleável como uma pétala

Que o perigo de cair em tentação
seja sáudavel como uma brincadeira inocente

Um mundo novo, como as luzes ainda acesas
no meio da madrugada insone...

Na cabeça, apenas o cabelo ainda cacheado
ainda escuro, mas em paz, sabendo que um dia
o branco há de vir...

E na saudade: o vácuo
pois todos meus amigos estão no meu coração
suas imagens, nossas histórias de momentos que ainda virão...

E a saudade já se faz ausente
deixando seu espaço para um sorriso moleque
que o futuro ainda vai repetir por muito tempo!

Um comentário:

Thatha disse...

bela poesia
ela nao tem muitas rimas,mas me parece bem sincera e ficou muito legal