Morte
talvez sorte, talvez de minha vida
Norte.
Morte? Que comigo dorme?
Em que estrela estás?
em que cometa passas em sangue a jorrar?
e que lágrimas presenteias a que o falecido amar?
lágrima que é? tua dádiva?
sentimento que a morte esconde?
Na morte que mata e suícida
para matar lentamente o homem?
Ah, veneno já tomado por mim
no meu 1° minuto de vida
esperas a hora de agir
morte que liberta desta Terra sofrida
Ah, vida que me abrevia
me limita à sua própria sorte
tira de mim tuas correntes frias
permite-me o direito à morte!
Um comentário:
Maldito sangue
Maldito sangue que faz meu próprio sangue correr
Maldito sangue trazido por um anjo cruel
Maldito sangue,lembrou-me você
Maldito sangue,goteja um pouco mais do céu
Como suicidas que se mataram
Como se seu sangue fosse divino
Como as paixões que arrebataram
Um sangue tão puro,de instinto assassino...
Vampiros assustam-me,com seu barulho noturno
Vampiros encantam-me,com seu melancólico fascínio
Vampiros,amaldiçoados pelo sangue
Como se fossem culpados
E seus punhais de diamante
Como se fossem sagrados
Bailam horrendamente a cada instante...
Cemitérios,abertos como fendas
Luzes do mundo engolidas pelas trevas
Maldiçoes e palavras horrendas
Na Idade da Morte nos cegam
Apontam suas armas para retroceder
O horror em cada rosto
Quem poderá me salvar,é você?
Mas agora numa poça de sangue,está morto!
Maldito sangue,que levou-me você
E não posso reter nada em minhas veias?
Maldito sangue,nem a morte poderá vencer?
Nem o sonho que em mim anseias?
Maldito sangue,nada restou...
A rirem-se sarcásticos,os cadáveres miram a mim
Com seus olhos podres,estampa em meu rosto o terror
Dizem sem piedade,estás morto porque nunca conheceste o amor...
Maldito sangue,separou nossos destinos
Sangue este,que banha nossos passos
Enquanto passam séculos tormentos de assassinos
Morramos-nos de paixão,estarei em teus braços...
E esses laços de maldito sangue
Deixarão-nos apenas com uma cicatriz
Tudo Nesta terra fria é relevante
E aqui teremos sempre um final infeliz
Mas eis que o anjo cruel
Erga seus olhos borrados ao céu
Nossa paixão assassina
Acabara em uma morte marina...
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