segunda-feira, 2 de abril de 2007

Fábrica


a cada minuto que passa
a cada silêncio que eu quebro
sinto meu pulmão encher de fumaça
e finalmente reescrever um provérbio

A cada ano que acaba
a cada pessoa que resolve partir
para outra vida, outra piada,
simplesmente um novo por vir

a cada céu que eu adentro
há um silêncio inquieto por falar
como se fosse um pouco menos
que a tua onda que adentra o meu mar

A cada gesto, como se fosse o último
o inesperado rasgo na paisagem
a fuligem das fábricas num grau quase nulo
o bilhete rasgado sem o destino da viagem...

Um comentário:

Anônimo disse...

essa eu gostei

=D